sábado, abril 16, 2011

O GORDO IAPONAM

                           Iaponam    Chagas   Lourencinho    Serafim


Iaponam nasceu em Santa Cruz, filho de Benedito Batista e Dona Zéfinha da Padaria. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas 1 ano de idade e ele foi criado,realmente, pela mãe.
Sempre foi gordinho,alegre e arengueiro; no grupo novo, onde estudava vivia criando confusão com os colegas, mas, por pouco tempo, depois vinha brincar, como se nada tivesse acontecido.
Na década de sessenta ele veio para Natal, estudar no Internato Maria Auxiliadôra, de Dona Isaura Arcoverde, na Rua Apodi, ao lado do Marista.
Na primeira noite no internato, ele fez tanta bagunça,jogando travesseiros nos outros meninos, que Dona Isaura passou a levá-lo pra dormir na casa dela, senão as crianças não dormiam no internato.
Passou no exame de admissão do Marista e foi ser interno lá. Nessa época eram internos também, Jola e Serafim de Santa Cruz, Bimbo(Leonardo Arruda),Lula(Luiz Eduardo Carneiro Costa)e Sérgio Porpino de Nova Cruz, Paraíba (João Máximo)de João Pessoa, Mestre Ivo, além de outros. E Marcílio Carrilho que era de Natal, mas seu Miguel Carrilho preferia que ele fosse interno.
Todo domingo Dona Lourdinha, mãe de Marcílio, levava o DKW,para ele passear.Depois de um mal resultado no boletim,ele foi proibido de dirigir e criou uma situação embaraçosa.
Subiu no telhado do colégio e anunciou que ia se jogar no pátio. Foi um corre corre,liga pra Dona Lourdinha pra liberar o carro e ele aos gritos em cima do telhado,ameaçando se jogar.
Nestas alturas o pátio do colégio já estava cheio de meninos e irmãos maristas,todos apavorados com aquela situação.
Ao lado do pau de "spiribol" ouve-se um grito:
Marcílio,Marcílio...todo mundo parou para ver o que era; Iaponam gritava:
-Marcílio,venha mais pro lado de cá.
-Pra que ? gritava Marcílio, lá de cima.
-Porque pulando aqui em cima do pau do "spiribol",você morre ligeiro e não fica aleijado nem sofrendo.
Marcílio começou a rir e desceu pondo fim a encenação do DKW.

O primeiro disco compacto que vi, foi em 1966,em Santa Cruz, nas mãos de Iaponam; era um disco de "The Animals".Ele sempre adorou música e até hoje é apaixonado por Renato e seus Blue Caps e a Turma da Jovem Guarda. Nas férias andava pela cidade com uma radiola portátil, emprestada de Salete, sua irmã.
Foi se aproximando a época de prestar vestibular e Iaponam anunciou que queria fazer medicina. Dona Zefinha vibrou e dizia:
- Ponam meu fíi é a fulô dos batista.
O gordo percebendo a dificuldade que era passar no vestibular de medicina, apelou pra Santa Rita de Cássia. Foi na casa da mãe dele e propõs, que ela fizesse uma promessa pra Santa, para poder passar nas provas. 
Ela topou na hora. Acontece que ele já tinha a promessa pronta, ela só teria que cumprir.
-Mamãe eu já fiz a promessa pra "sinhora" cumprir. E qual é meu fíi,perguntou dona Zefinha.
-É fácil. A "sinhora" tem que subir o morro do cruzeiro(Monte Carmelo,hoje alto de Santa Rita) rezando um têrço.
-É muito alto, mas, pra você ser "dotô" eu faço o sacrifício, disse a mãe dele.
-Mas é de joelhos mamãe.
-Vixe meu fíi, quer me matar? Vou levar uma semana pra subir,mas eu vou que Deus é grande.
Iaponam que era gordinho desde criança,estava pesando mais ou menos 120 kg. Disse pra ela:
-Mas é comigo nas costas minha mãezinha.
Ela olhou atravessado pro gordo, balançou um relojão que carregava no pulso e gritou:
- Vá matar o "diacho",você num vai ser dotô é nunca... 

2 comentários:

Carlos Magno disse...

Este é o gordo Iaponam, cabra bom , gente fina, meu conterraneo de Santa Cruz. Quem também nessa época era interno no Marista e residia em Natal era o "rapaz direito" Nélio Dias.

Carlos Magno - Goiânia (GO)

lívio disse...

Tudo que se contar do gordo eu acredito, nos que convivemos com ele sabemos o que ele é capaz.