terça-feira, abril 05, 2011

MORENA

Desenho - adultos, morena, 
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Morena côr de canela
que me espera ansiosa
debruçada na janela
eu te trago uma rosa
esta flor tão pura e bela.
É uma rosa côr de vinho
da videira do amor
mas é rosa com espinho
e é vinho sem sabor.
Chl
Mar/1972

NATAL - RECIFE

Na estrada 
Natal - Recife
o fusca vai célere
saudade me acompanha
o sol
deita seus raios
no asfalto que passa
o mato
exala seu perfume
agreste,envolvente
no peito
saudade vai comigo.
Chl
Ago/1971

ESPERA

Você quer me matar
de saudade?
venha logo me matar
de amor
venha dizer
o que quero escutar
venha fazer
o que quero fazer
venha pra mim
que sou de você.
Chl
Fev/1979

A GRANDE VALSA

Abre-se uma grande porta
aparece um imenso salão
cheio de flores brancas
borboletas azuis
pares coloridos.
A música delirante
"Le Beau Danube Bleu"
de Johan Strauss Jr.
tangia os pares
em grandes voltas
nas pompas,nos perfumes
do "Baile do Imperador".
Era uma noite de primavera
"La Belle Epóque"
Paris, França.
Na partitura de Strauss
dançavam as lindas notas
da grande valsa.
Como se um sonho
viesse 
nas cordas dos violinos
e se fosse na suavidade
da música.
Chl
Fev/1979


segunda-feira, abril 04, 2011

SOMBRA

O sol
brando,quase frio
projeta seus raios
na avenida.
Em cada automóvel
uma sombra
em cada pessoa
uma réstia
eu
olho o longínquo
no horizonte
uma lembrança
na distância
uma saudade
em minha sombra
...................
   nada...
Chl
Jun/1971

CHEIRO

O cheiro do ônibus
é o cheiro de gente
perfumes misturados
talco,loção
sabonete,desodorante.
É o cheiro de corpo
cheiro de elevador cheio
cheiro de suor
cheiro de fumaça
cheiro de peido
cheiro de suvaco
bafo de onça
bafo de "cana"
cheiro de tudo
é o cheiro da vida.
Chl
Abr/1971

18 HORAS

Elementos Quarta Sunset 4
Hora do Ângelus
a música suave
triste,linda.
A alma recita
um sentimento
profundo,longínquo
no coração,existe
a ternura do amor.
Chl
Abr/1971

RECIFE



Acendiam-se
os anúncios luminosos
a tardinha ia morrendo
na cidade do Recife.
no 14°andar
do Edifício Suape
posso divisar
inúmeros carros
pequeninos
enfileirados.
O barulho constante
das buzinas
os gritos frenéticos
das freadas
e o colosso
da Conde da Boa Vista
apinhada de automóveis
caracterizam
um cortejo interminável.
Nas cidades grandes
a vida dos homens
parecem
cortejo infindável
cujo escopo,
vulgar e sem precedentes
é a morte.
Chl
Mar/1971

CLARÃO

Lua divina na Praia da Costa-ES
Um clarão no mar
algo vermelho
entre as nuvens
eis que surje
com toda sua beleza
a lua.
A brisa fria
soprava nas ondas
das águas calmas
surgia o luar
aquela beleza ímpar
tinha algo em comum
com meu coração
pois trazia consigo
a felicidade do amor.
Nov/1970

JAIR


Meu último poema
eu o fiz em Novembro
era final de 1970.
As férias chegavam
com elas
uma felicidade traidora.
Chegou dezembro
era o final de 70
chegou meu irmão
com a mesma felicidade
que um dia partiu.
Era dia de Natal
a família,em festa
era final de 70
a felicidade,traidora
redimia-se
dava lugar
a angústia.
Para meu irmão
seu presente de Natal,
a comemoração de sua chegada
uma vaquejada
seu esporte preferido.
No seu cavalo alazão
montou com galhardia
correu e caiu
morreu Jair.
Era um poeta,
morreu fazendo o que mais queria,
nos seu poemas
ele falava de rosas 
vestido de rosas
foi para a eternidade.
Chl
Mar/1971

sábado, outubro 16, 2010

LENDO SHAKESPEARE


"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém..."
Barco ao mar
ventos ralos
terra distante.
Folhas em branco
esmaecendo
letras fugindo
sem dedicatória.
Como a "Megera domada"
"Cata"
fogo e brasa
por fora
ternura e paixão
por dentro.
Fragmentos de vidas
tomando rumos
diferentes
enigmáticos
cada vez mais
distantes.
Como o poeta
triste e feliz
trancando em si
lembranças e sentimentos
paz.
Chl
Out/2010


terça-feira, setembro 28, 2010

FOREVER


Vivendo a vida
acompanhando tudo.
Sempre alerta
escoteiro virtual
reprimindo lembranças
fingindo que não sente
fugindo do que sente.
Leio
quase sorrateiro
respondo
escrivinhando
o que na cabeça dá.
Como código Morse
decifro pensamentos.
Penso querendo transmitir
meu pensar
leio os escritos
traduzo como carta endereçada.
Compartilho a mesma agonia
querendo fugir
sem vontade alguma
sentimento aprisionado
para sempre.
Chl
Set/2010



terça-feira, setembro 21, 2010

FLOR DA IDADE


Resolvi descarregar toda a bagagem.
Tirei as lembranças ruins
joguei fora as mágoas
esqueci os rancores.
Não mexi em ódio
porque nunca tive.
Preservei as lembranças boas
porque são leves
uma parte do passado
que levarei para o futuro
e as alegrias
que serão permanentes.
Só quero agora
apreciar as flores do meu abacateiro
olhar os olhos dos meus amores
ler os melhores livros
sentir o perfume do jardim
como se sempre fosse primavera.
Estou na flor da idade.
Chl
Set/2010


sexta-feira, setembro 17, 2010

FIM


Por que não perceber que o fim chegou ?
Por que insistir com o que acabou?
Há, a memória
as lembranças
as músicas
e a voz.
Para que tentar aquilo que o coração quer e a razão não deixa ?
Para que continuar no caminho que se fechou ?
Dizem que o amor é eterno
será?
que tudo passa
mas o amor
fica para sempre
O que existe mesmo é realidade
coisas vivas e palpáveis
o dia a dia
e a vida velha de guerra
Uma única certeza
em tudo
existe um
Fim !
Chl
Set/2010

sábado, agosto 07, 2010

DEVANEIOS



Queria ver
passando
acenar sutil
pontos negros
mechas presas
Queria ouvir
voz perene
sem parar
risos cheios
pigarrear
Reencarnar
sentimentos
sentir cheiros
ouvir músicas
gargalhar
Quebrar paradigmas
ter
ver
ser
viver.
Chl
Ago/2010

domingo, maio 09, 2010

MAMÃE


Hoje
especialmente
senti vontade
de te abraçar.
Faz tempo
não te olho
nos olhos
te vejo
e sinto
em sonhos.
Partiste
e o amor
ficou
a saudade
incorporou,
te tenho
dentro de mim,
sou teu fruto.
Um beijo
em papai
e no meu irmão.
Para ti
uma lágrima
e uma flor.
Feliz dia das Mães !
Chl
Mai/2010

domingo, maio 02, 2010

NEIDE SÁ.


Em um vinte e três de maio
pela primeira vez,
ela ganhou,
uma vida
e um nome:
Neide Sá.
Depois
ganhou um companheiro
uma família
cinco filhos
e uma boa vida.
O destino apareceu.
Levou seu companheiro
e a boa vida,
levou sua casa
seu sossego
e sua terra.
Veio o êxodo
e a incerteza,
levou sua juventude,
o trabalho e preocupação
levou sua alegria.
O tempo
implacável
levou sua saúde.
Em um primeiro de maio
a mão divina
a levou
e devolveu-lhe
a paz.
Chl
Mai/2010.

domingo, março 07, 2010

CANSEI


Cansei de sonhar
sonhos impossíveis
ainda assim,
continuo sonhando.
Cansei de viver
agruras do passado
ilusões no futuro
angústias no presente
mesmo assim,
continuo vivendo.
Cansei de cantar
canções tristes
que atiçam a dor
entretanto,
continuo cantando.
Cansei de trocar
o certo pelo duvidoso
o real pela incerteza
o amor pela paixão
Quero apenas
ser feliz
quero simplesmente:
Viver.
Chl
Mar/2010

sábado, janeiro 30, 2010

SINAIS


Dom Quixote
enfrenta moinhos de vento
gigantes
sempre ao lado do escudeiro fiel
Sancho.
Busca sinais
em suas alucinações.
Borboletas
esvoaçantes,
anjos sentados
como meninos,
como um corpo
de sonhos
iluminados
por estrelas azuis.
O cavaleiro
em seus delírios
leva Sancho
ao devaneio
como sinais
de sonhos
alucinados.
Chl
Jan/2010

MÚSICA NO AR ll


Como uma batida
na cabeça
Toc..toc..
lembranças
querendo fugir
o coração
não deixa.
A música no ar,
ressaca,
poema e inspiração
deixo escorrer
no papel.
Aqui estou.
Chl
Jan/2010

domingo, outubro 25, 2009

VINHO E UVA



Uma garrafa de vinho
complemento de uvas
verdes
pretas
saborosas
dvd de Roberto Carlos
lembranças da guarda,
jovem
continuando vivo,
na guarda
velha.
Quem me dera que a vida
fosse feita de ilusões
mas,
é preciso saber viver...
Mais uma taça
uvas bamboleantes
são emoções
até amanhã de manhã,
como é grande
o meu amor
por você.
Chl
Out/2009

quarta-feira, outubro 07, 2009

PALADAR VIRTUAL

Sabores
múltiplos
imeios
diversos
todo
amor
com
sabor
de
vinho
cenário
estampado
em
rótulo
doce
como
cereja
maduro
como
tempo.
Chl
Out/2009

sexta-feira, setembro 25, 2009

DIVAGANDO


Tentando
ver uma forma
divagando
sobre maneiras
busco um poema.
Rebuscando
passados
revivendo
passagens
vejo um recanto.
Palavras
vestidas
letras
em rascunhos
versos
em mim.
Chl
Set/2009

sábado, setembro 19, 2009

CONFISSÕES


Não posso ouvir
uma música
decente
Não posso ver
um olhar
contundente
Não posso sentir
um perfume
latente.
Nem posso olhar
malas vermelhas
na esteira do aeroporto.
Deixo-me transportar
pro máximo
desejo sempre
tudo
ou quase tudo
mas, fico.
Chl
Set/2009