quinta-feira, agosto 07, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
terça-feira, agosto 05, 2008
FINGINDO
Fingindo que ama
brincando de amor
sofre
dizendo que sofre
falando de dor
ama
sofrendo de amor
amando o sofrer
morre.
Chl
Dez/1968
brincando de amor
sofre
dizendo que sofre
falando de dor
ama
sofrendo de amor
amando o sofrer
morre.
Chl
Dez/1968
segunda-feira, agosto 04, 2008
ESPERO
domingo, agosto 03, 2008
domingo, julho 13, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
TREZE DE MAIO
Di cavalcantiDia da libertação dos escravos
Negros !
Comemorado festivamente
Pelos escravos
Brancos !
Escravos de uma estrutura bélica
corroída pelas armas e munições
Terror !
Os escravos negros
Tinham feitores
grilhões e barriga cheia,
atualmente,
não existem feitores
nem grilhões,
apenas,
Escravos famintos !
Chl
Mai/1978
terça-feira, abril 22, 2008
LUA CHEIA
quarta-feira, abril 09, 2008
LUA NOVA
segunda-feira, abril 07, 2008
TRADIÇÃO DA MINHA TERRA

dos antigos coronéis
os bailes na prefeitura
dos autênticos menestréis
Feira da "rua grande"
a igreja em construção
os cegos pedindo esmola
rimam com um violão
É Natal e Ano Novo
e alegres carnavais
as festas de Santa Rita
tempos que não voltam mais
Santa Cruz das vaquejadas
das festas de São João
montaria em burro "brabo"
e cachaça com limão
As cheias do Trairi
a sêca de amargar
as promessas no cruzeiro
para o tempo melhorar
A pesca no Inharé
a caça na Samambaia
e as mocinhas bonitas
todas de mini saia
Estudar no grupo novo
desfilar no dia sete
levar puxão de orelha
respeitar dona Elizete
Terra cinquentenária
pra isso tem monumento
dos bailes e pastoris
lá no "rabo do jumento"
Santa Cruz é meu berço
meu lar e meu ardor
Santa Cruz é minha vida
Santa Cruz é meu amor.
Chl
Dez/1968.
SANTA CRUZ
Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia Meu berço
meu sonho
meu lar.
A música é tua estampa
diante dos meus olhos,
aí descobri o amor
vivi o amor
perdi o amor.
Uma estrela
longínqua, fictícia
em minha consciência
em meu ser.
És tu Santa Cruz
chama azul
que arderá eternamente
no fundo do meu
coração.
Chl
Mai/1968
meu sonho
meu lar.
A música é tua estampa
diante dos meus olhos,
aí descobri o amor
vivi o amor
perdi o amor.
Uma estrela
longínqua, fictícia
em minha consciência
em meu ser.
És tu Santa Cruz
chama azul
que arderá eternamente
no fundo do meu
coração.
Chl
Mai/1968
sábado, abril 05, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008
AFONSO BOCA RICA
Santa Cruz
Afonso Costa Soares, resolveu colocar um vistoso dente de ouro na boca o que lhe valeu o apelido para o resto da vida : Afonso Boca Rica.
Componente de uma família grande, "Os Costa", Afonso, casado com Ritinha com quem teve duas filhas, era um dos mais novos de uma série de
irmãos, como Juvenal Costa, também chamado de Juvenal Pézinho, pois uma sequela de paralisia infantil, o deixou com um defeito no pé, que o fazia caminhar auxiliado por uma bengala, Bilo Costa, Zé Costa, chamado de Doutor Costa, Lindalva de Severino da Silva...etc.
irmãos, como Juvenal Costa, também chamado de Juvenal Pézinho, pois uma sequela de paralisia infantil, o deixou com um defeito no pé, que o fazia caminhar auxiliado por uma bengala, Bilo Costa, Zé Costa, chamado de Doutor Costa, Lindalva de Severino da Silva...etc.
Todos procedentes da zona rural de Santa
Cruz, com pouca escolaridade, mas com muita
inteligência, se tornaram comerciantes e
proprietários rurais.
Cruz, com pouca escolaridade, mas com muita
inteligência, se tornaram comerciantes e
proprietários rurais.
Afonso foi o primeiro a falecer acometido de uma insuficiência renal crônica, que o obrigou a fazer um transplante de rim, mas a rejeição ao orgão, o levou a óbito.
No dia do seu velório, Lindalva chorando muito, dizia :
- Meu Deus, porque levar Afonso que é o mais
novo e não Juvenal que já tá véio e sambado ?
novo e não Juvenal que já tá véio e sambado ?
Juvenal deu um pinote, escorado na bengala e
respondeu, " vai te danar Lindalva, deixe Deus escolher quem ele quiser".
respondeu, " vai te danar Lindalva, deixe Deus escolher quem ele quiser".
Afonso era como um líder da família, viajado, foi algumas vezes à São Paulo, comprar carro pra vender na região.
Em uma das viagens, ele levou Piaca, que
ficou deslumbrado com a viagem de avião e
dizia que essa é que era a viagem boa, pois daqui pra São Paulo, não viu nenhum avião
quebrado na oficina e de lá pra cá de carro, viu mais de trezentos jipes no prego nas oficinas.
ficou deslumbrado com a viagem de avião e
dizia que essa é que era a viagem boa, pois daqui pra São Paulo, não viu nenhum avião
quebrado na oficina e de lá pra cá de carro, viu mais de trezentos jipes no prego nas oficinas.
Em São Paulo, foram ao Mappin, que era o magazine da moda na época, no centro da cidade, ao lado do viaduto do chá. Passearam pela loja de oito andares, olhando todo tipo
de mercadoria, bonita e barata. Quando
estavam saindo, na sobreloja, resolveram descer pela escada rolante, que era mais
rápido e todo mundo estava usando. Piaca ficou meio cismado, mas resolveu encarar. Se segurando em Afonso e no corrimão, desceram. Do meio pro fim, ele viu que a escada desaparecia dentro do chão, aí ficou assombrado e faltando uns três degraus, Piaca, pulou com medo de ser engolido pela
escada. Como era fim de ano, tinha uma árvore
de Natal enfeitando o salão, no pé da escada e ele espatifou-se no chão agarrado com a
árvore.
de mercadoria, bonita e barata. Quando
estavam saindo, na sobreloja, resolveram descer pela escada rolante, que era mais
rápido e todo mundo estava usando. Piaca ficou meio cismado, mas resolveu encarar. Se segurando em Afonso e no corrimão, desceram. Do meio pro fim, ele viu que a escada desaparecia dentro do chão, aí ficou assombrado e faltando uns três degraus, Piaca, pulou com medo de ser engolido pela
escada. Como era fim de ano, tinha uma árvore
de Natal enfeitando o salão, no pé da escada e ele espatifou-se no chão agarrado com a
árvore.
Afonso gostava de futebol e mandou fazer um campinho na fazenda pra jogar bola com os moradores e uma turma de Santa Cruz. No domingo era o melhor programa, a pelada no sítio dos Costa.
Tinha um tambor de duzentos litros, cheio
d'água e um caneco, pra abastecer os jogadores e algum torcedor sedento.
d'água e um caneco, pra abastecer os jogadores e algum torcedor sedento.
Um dia numa partida acirrada, houve uma disputa de bola que terminou com um dos atletas com a perna quebrada. Imediatamente Afonso pegou o rapaz colocou dentro do carro
e correu para o hospital na cidade. Quando o médico viu o desmantelo disse, "Afonso, que jogo violento é esse ? O rapaz está com a
perna quebrada.
e correu para o hospital na cidade. Quando o médico viu o desmantelo disse, "Afonso, que jogo violento é esse ? O rapaz está com a
perna quebrada.
- Pro sinhô vê dotô, e num foi nem falta.
Em uma exposição em Natal, no Parque Aristófanes Fernandes, ninguém conseguia vender nada, porque estavam em plena seca e
comprar gado era muito arriscado. Afonso,
sempre muito otimista, andava de um lado pra outro tentando vender um curral de vacas .
comprar gado era muito arriscado. Afonso,
sempre muito otimista, andava de um lado pra outro tentando vender um curral de vacas .
Um sujeito passou e pileriou, "Ô seca da
gôta, né Boca Rica" ?
- Pra mim tá atolando em todo canto, respondeu Afonso.
gôta, né Boca Rica" ?
- Pra mim tá atolando em todo canto, respondeu Afonso.
Dirigiu-se ao curral do vizinho e perguntou :
- Qual o preço das vacas ?
- Qual vaca, disse o vizinho de curral,
escolha uma que digo o preço.
escolha uma que digo o preço.
- Quero saber do curral todo.
Depois de ouvir o preço, Afonso disse: - Tá
comprado.
comprado.
Saiu pro Bandern, foi direto para a carteira rural, que o diretor era Sílvio Procópio e falou.
- Dotô Silvo, quero esse valor aqui emprestado que comprei um curral de gado.
- Meu amigo Afonso, quem é seu avalista ?
Indagou Silvio procópio.
Indagou Silvio procópio.
- Ora dotô Silvo, o avalista é o sinhô, tem avalista mió ?
Afonso comia de tudo, tinha uma vida agitada, pra cima e pra baixo, vendendo e comprando. Tudo isso foi trazendo um esmorecimento, uma fraqueza, sintomas de doença. Ele muito
durão, não queria se entregar, mas um dia em Bom Jesus, encontrou-se com Dr. Gotardo
Fonseca e Silva, médico urologista, fazendeiro, que gostava muito dele e comprava e vendia muita vaca a ele.
durão, não queria se entregar, mas um dia em Bom Jesus, encontrou-se com Dr. Gotardo
Fonseca e Silva, médico urologista, fazendeiro, que gostava muito dele e comprava e vendia muita vaca a ele.
Quando ouviu as queixas de Afonso, pediu pra ele comparecer ao consultório no dia seguinte, para examiná-lo, pois achava que ele não estava bem.
Logo cedo Afonso chegou e foi o primeiro a ser atendido. Gotardo examinou e fez uma pergunta.
- Boca Rica, você sente alguma coisa ? Afonso respondeu em cima da bucha.
- Ao redor de mim, uma braça, dói em todo canto.
Foi essa doença que vitimou o grande Afonso Boca Rica.
Chl
Abr/2008
quinta-feira, abril 03, 2008
SONHO E POESIA
quarta-feira, abril 02, 2008
terça-feira, abril 01, 2008
ZÉ DE BRITO E MARIA DO AMPARO
Praça Cel. Ezequiel Mergelino
Zé de Brito, casado com Maria do Amparo, morava na Praça Cel. Ezequiel, a praça principal de Santa Cruz. O casal tem uma filha Graça, casada com Neto, um agrônomo filho de Parelhas. Manoel Macedo de Oliveira, seu concunhado, contabilista, professor e proprietário da tipografia Santa Cruz, (que depois passou para Manoel Bernadino, que era seu auxiliar), era seu vizinho de frente.
A empregada da casa de Manoel Macedo, chama-se Rita Onofre, apelidada de Rita Oião, pois tinha os olhos esbugalhados e era considerada a mulher mais feia de Santa Cruz, menos para uma pessoa : Surrupei.
Surrupei era cabeceiro do armazém de Alfredo Praxedes e apaixonado por Rita, que esnobava o coitado e não dava nem cabimento à ele. No sábado, fim de feira, Surrupei enchia a cara de cana e ficava ruendo por Rita Oião.
Zé de Brito tinha um Jeep Willys na praça, que depois trocou por um Corcel que durou muitos anos, só não durou mais do que o Opala de Luiz Fernandes.
Muito querido na cidade, gostava do bate papo no Bar do Ponto, que ficava no centro da Praça e pertencia a Chico Aurélio, que ganhou esse apelido, depois que foi ser motorista de Zé Aurélio Guedes, empresário paraibano da construção civil, que morou uns tempos na cidade. Outro que ganhou o apelido de Chico MDB ou Chico de Iberê, foi Chico Pataca, que na mesma época começou a trabalhar com Iberê Ferreira de Souza, neto do Cel. Ezequiel, que foi Governador do Rio Grande do Norte.
Um belo dia, em meio ao animado bate papo, onde todos se divertiam com Zé de Brito, porque era gago, chega um cidadão filho de Santa Cruz, mas que morava há alguns anos no Rio de Janeiro, perguntou, chiando muito, a um dos frequentadores do bar.
- Amigo você conhece a Maria do Amparo, que é minha parente e mora aqui, que eu gostaria de visitá-la ? O senhor respondeu. - A casa dela é aquela ali, disse apontando pra rua, vizinha de seu Zé Nunes e dona Liô, mas, seu Zé de Brito, esposo dela está ali naquela mesa.O cidadão olhou para o bar e dirigiu-se para o grupo de motoristas da praça que conversavam numa mesa tomando cafezinho.
- Boa tardshi...cumprimentou a todos, chiando pra valer, e dirigindo-se pra Zé de Brito, perguntou :- Você é que é o Zé de Briito.
Zé olhou de banda desconfiado, porque conhecia o parente mais do que farinha e disparou, gaguejando.
- Tem ca...cara de eu ser....e..e...Maria do Amparo.
Chl
Abr/2008
sexta-feira, março 28, 2008
BÊBADOS DE SANTA CRUZ
Coreto da Praça da Matriz de Santa Rita na Rua Grande
Quando criança em Santa Cruz, ouvia-se sempre falar nas peripécias de fulano, de sicrano, geralmente tomadores de cachaça, boêmios etc..
Lembro do velho Pajeta, um negro descendente direto de escravos africanos, que fazia trabalho braçal para comprar a comida, porque a bebida, recebia de graça, quando cantava côco de roda.
Gero boná
côco sinhá..
Era o refrão do negro Pajeta, quando improvisava umas rimas para alegrar os frequentadores de bares, geralmente proprietários rurais que vinham para a feira de sábado em Santa Cruz.
Era um negro honesto e tabalhador, gostava muito de beber, mas, todos gostavam dele.
Por volta de 1957, com oito anos de idade, ia com meu pai, Lourenço, na casa de Pedro Aleixo que era uma pequena fábrica de alpercatas e chinelos de couro e solado de borracha de pneu. Lá encontrava um artesão que media meu pé, para fazer minha alpercata: Era Déo.
Com o passar do tempo e o comércio crescendo, os mascates começaram a trazer para a feira, sapatos industrializados, fabricados em Campina Grande e no Recife, que foi acabando com as sapatarias artesanais da cidade. Déo, deixou sua arte e já como Fogão, começou a sobreviver de bicos e a tomar cachaça.
Um belo dia, Fogão caiu na rua bêbado e foi levado pela polícia, para o xadrez. Depois de algum tempo, quando passou o efeito da cachaça,que ele se deu conta que estava preso, perguntou que crime havia cometido e lhe disseram que era apenas porque bebeu demais. Ele passou a chorar copiosamente, envergonhado por ter sido preso, o que deixou constrangido o próprio delegado.
A partir deste dia, quando Fogão se embriagava demais, corria pra delegacia, afim de se entregar, para nunca ter o constrangimento de ser preso, sem cometer crime.
Este mesmo fato aconteceu com "Seu Inácio", que era um aposentado rural que vivia na bodega de Chico Bernardo e que só bebia de copo cheio. Um dia caiu, bêbado no mercado e acabou dormindo no xadrez. Por conta disso, passou dois dias no roçado, só bebendo água, sem comer, com vergonha de vir à cidade, com a desonra da prisão.
Lá do Açude do Alívio, todo sábado, chegava cedo em sua bestinha, talvez o mais famoso bêbado de Santa Cruz : "Ciço Caé".
Um dia, final de feira, Caé passando pela rua da usina, foi para a mercearia de Neno Medeiros,na esquina, já a caminho de casa, pois ele ia pela rua Caminha Fiúza, passava na Braúna da Mijada e lá na parede do açude novo , pegava a vereda para o Açude do Inharé, onde morava, numa ilha no meio do açude. Chegando no bar, Neno estava colocando álcool em um buraco na parede, que era um ninho de "rato catita", em seguida riscou um fósforo. Havia uma ninhada recém nascida de ratinhos que sairam correndo chamuscados. Caé, já estava no balcão com um copo meio de cachaça, imediatamente pegou um ratinho novo queimado, deu uma dentada e engoliu com cana e ficou lambendo os beiços. Neno, que via estupefato aquela cena, correu para o beco e vomitou o almoço todinho.
Caé, era outro que não gostava de ser preso.. Quando diziam que a polícia vinha buscá-lo, ele prontamente se dirigia para o quartel, descendo a rua Antonio Henrique, bolando pelo chão, até a porta da delegacia e dizia que vinha se apresentar. Ficava lá algumas horas até desanuviar a cabeça e partia pra casa, com a feira na garupa da bestinha. Quando chegava na beira do açude, Caé colocava a feira na sela, se agarra no rabicho e a besta rebocava ele pra casa nadando.
Manoel Lourenço, meu primo Mané Fava, tinha um retardamento mental e gostava muito de cachaça,era zuadento e encrenqueiro, reagia aos gritos, as brincadeiras,geralmente de crianças. Quando era ameçado de ser mandado pra cadeia, dava uma carteirada.
-Não vou preso não,que sou primo de Chagas Lourenço,e moro na casa dele.
Não tinha nenhum efeito prático,mas para ele, era um Habeas Corpus.
Um dia, chegando cedinho de Natal, encontrei Mané tendo convulsões, no alpendre. Imediatamente, mandei-o para o Hospital Ana Bezerra, onde veio a falecer, com traumatismo craniano. No dia anterior, foi empurrado e bateu com a cabeça em um meio fio da rua Grande.
Podia falar de muitos outros, como Lola, que imitava um trombone de vara com a boca,ou Ediseu, grande pedreiro, calmo, de fala mansa, que enveredou pelo alcoolismo.
Todos eles tinham características em comum, a honradez e honestidade, detestavam a cadeia, pela desonra de ser preso e beber e cair na rua, pra eles, não constituia crime.
Chl
Mar/2008
OUTONO

Pensei em falar de flores
neste início de outono
sem tristeza e abandono
prefiro falar de amores.
As vezes sentindo saudade
as vezes curtindo dores
olhando no mundo as cores
vivendo com tranquilidade.
Carregando muita lembrança
sempre cheio de esperança
vou levando a vida assim
Do modo que sempre fiz
pois desejo ser feliz
com o amor dentro de mim.
Chl
Mar/2008
neste início de outono
sem tristeza e abandono
prefiro falar de amores.
As vezes sentindo saudade
as vezes curtindo dores
olhando no mundo as cores
vivendo com tranquilidade.
Carregando muita lembrança
sempre cheio de esperança
vou levando a vida assim
Do modo que sempre fiz
pois desejo ser feliz
com o amor dentro de mim.
Chl
Mar/2008
segunda-feira, março 17, 2008
PERFUMES E FRASCOS

A corrente descia
levando cascalhos
a flor do riacho
murchou e caiu
o aroma restou.
Dizem os franceses:
Não importa o frasco
"J'adore le parfum".
O bom vinho
dispensa a garrafa
um bom malbec
perpetua o sabor.
Os retratos envelhecem
enodoam
embotam-se,
os sentimentos permanecem.
O álbum se rasgou
o cheiro ficou
mas a foto,
apagou.
Chl
Mar/2008
levando cascalhos
a flor do riacho
murchou e caiu
o aroma restou.
Dizem os franceses:
Não importa o frasco
"J'adore le parfum".
O bom vinho
dispensa a garrafa
um bom malbec
perpetua o sabor.
Os retratos envelhecem
enodoam
embotam-se,
os sentimentos permanecem.
O álbum se rasgou
o cheiro ficou
mas a foto,
apagou.
Chl
Mar/2008
sexta-feira, março 14, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
domingo, março 02, 2008
PODER DE DECISÃO

O poder de decisão
está na cabeça
está na mão
vem da alma
ou do coração ?
está na cabeça
está na mão
vem da alma
ou do coração ?
O medo do futuro
perigo de errar
medo de ferir
receio de magoar
sem querer interferir
sem gosto pra namorar
vendo que tem que sair
louco para ficar
era isso.....
perigo de errar
medo de ferir
receio de magoar
sem querer interferir
sem gosto pra namorar
vendo que tem que sair
louco para ficar
era isso.....
Olhar preso no horizonte
cabeça sem raciocinar
alma sorumbática
insistindo em lembrar
tristeza no olhar.
cabeça sem raciocinar
alma sorumbática
insistindo em lembrar
tristeza no olhar.
Garçom, por favor
traga a saideira
para ver se afogo
a saudade matadeira.
Chl
Mar/2008
traga a saideira
para ver se afogo
a saudade matadeira.
Chl
Mar/2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
FLOR
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
O CHEIRO DO LENÇO
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
ESPINHO
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
CHAGAS JR.

Dentro de mim
algo incomoda
não sei se angústia
medo
raiva
decepção
ódio,amor
enfim,
não existe paz interior
mas,
interiormente
eu brigo por ela.
Na fresta da porta
olho para a rede
que se move
se mexe, se balança
dentro dela
dois olhos cinzas
quase castanhos
me fitam
com ansiedade
e eu me atiro
em seus braços.
O seu cheiro de criança
o seu soriso de filho
traziam para mim
ainda que por um instante,
a paz que eu precisava.
Eu sentia amor
interiormente
sentia paz
não sei se trazida
por tanto amor
ou pelo dever de ser pai.
Descobri
para mim mesmo:
"O sorriso de Junoca
me faz feliz".
Chl
Set/1978
algo incomoda
não sei se angústia
medo
raiva
decepção
ódio,amor
enfim,
não existe paz interior
mas,
interiormente
eu brigo por ela.
Na fresta da porta
olho para a rede
que se move
se mexe, se balança
dentro dela
dois olhos cinzas
quase castanhos
me fitam
com ansiedade
e eu me atiro
em seus braços.
O seu cheiro de criança
o seu soriso de filho
traziam para mim
ainda que por um instante,
a paz que eu precisava.
Eu sentia amor
interiormente
sentia paz
não sei se trazida
por tanto amor
ou pelo dever de ser pai.
Descobri
para mim mesmo:
"O sorriso de Junoca
me faz feliz".
Chl
Set/1978
sábado, fevereiro 09, 2008
BREVE,PERMANENTE
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
MÚSICA NO AR
Música no arfios do teu cabelo
pelo chão.
Uma angústia boa,
saudades de ajoelhar-se
na missa matinal,
pela TV.
Lembranças da risada
desatada
do espelho no teto
corpos nus
e renda na "langerie",
da raiva passageira
quase fingida.
A chuva inunda o quarto
ou é água do ar condicionado
que ligado, avisa:
A felicidade voltou.
Chl
Jan/1993
UVA
segunda-feira, janeiro 28, 2008
BARCO À DERIVA

A amarra partiu
soltou a âncora
distanciou-se do cais.
No rádio
a luzinha vermelha
pisca,
como um tensiômetro
medindo batidas
do coração,
o microfone está mudo.
O tripulante
olha no horizonte,
consulta a bússola
procurando rumo,
vislumbra
a imensidão do mar
tentando encontrar
outro barco
perdido.
Chl
Jan/2008
soltou a âncora
distanciou-se do cais.
No rádio
a luzinha vermelha
pisca,
como um tensiômetro
medindo batidas
do coração,
o microfone está mudo.
O tripulante
olha no horizonte,
consulta a bússola
procurando rumo,
vislumbra
a imensidão do mar
tentando encontrar
outro barco
perdido.
Chl
Jan/2008
sábado, janeiro 26, 2008
BANDA DA RIBEIRA

A banda tocava frevo
as pessoas dançavam
cantavam
bebiam
fumavam.
Através das espirais
da fumaça do charuto
eu espreitava:
Casais apaixonados
se beijando
Cabelos presos
incomodando
beijo na face
arrebatando.
Para cumprir a palavra
dei minha camisa da banda
e Fia saiu desfilando
compromentendo meu cheiro
pela adjacência do Beco.
Chl
as pessoas dançavam
cantavam
bebiam
fumavam.
Através das espirais
da fumaça do charuto
eu espreitava:
Casais apaixonados
se beijando
Cabelos presos
incomodando
beijo na face
arrebatando.
Para cumprir a palavra
dei minha camisa da banda
e Fia saiu desfilando
compromentendo meu cheiro
pela adjacência do Beco.
Chl
Jan/2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
NOVOS BARES
Bar de Cristina.Fui à Santa Cruz hoje, tratar de assuntos pessoais. Matuto é assim, quando chove, corre pro campo pra ver a lavoura nascer. As vezes demoro meses sem ir lá, com o advento da internet, pago ao vaqueiro com tranferência bancária; pois bem, quando passava no bairro Paulo Afonso(subestação da CHESF),vizinho ao Paraíso, deparei-me com " A Mansão do Forró", um galpão de 6x4m, com cobertura de zinco, já imaginou? O melhor, por trás desta casa, tem "O Consulado da Cerveja".... êita gôta serena, Santa Cruz tá abafando.
Havia encomendado um cabrito, ao vaqueiro, pra comer um churrasco, e fui encontrá-lo no matadouro, que fica na rua do cabaré.
Enquanto esperava, fui tomar uma cerveja no "Eskular Bar" (é o fraco), da minha querida Cristina, filha de Chica bucetinha, rapariga das mais antigas do cabaré de Santa Cruz, que tolerou muito minhas cachaças, quando adolescente, nas primeiras investidas do mundo do sexo.
Cristina me deu um longo e afetuoso abraço e falou:
- Sente-se, que vou colocar sua cerveja, preparar um tira-gosto e fazer uma surpresa.
- Que surpresa ? Perguntei surpreso.
- Um DVD de Waldick Soriano, especialmente pra você, porque sei que você gosta.
Arrasou.
Voltando pra Natal, pra encurtar caminho, afim de chegar logo e colocar o bode no freezer, peguei a estrada dos Guarapes e na altura do bairro Felipe Camarão, vislumbrei uma placa enorme na beira da estrada: BAR DA FAVA. Enchi a boca d'água, deu vontade de tomar "uma de cana", mas, se eu paro o danado do bode tinha ficado logo lá.
Aproveito para convidar os amigos, Léo, Dunga, Karl, Alex e quem mais se habilitar, para conhecermos o Bar da Fava de Felipe Camarão. Enviarei um e-mail para Mané Fava, avisando o dia e convidando-o, para estar presente. Levarei comigo, Paulinho à Côres e Afrânio Amorim.
Chl
Jan/2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
VOLTEI
quarta-feira, janeiro 16, 2008
ESCRITA
terça-feira, janeiro 08, 2008
HOJE É TERÇA FEIRA
sexta-feira, janeiro 04, 2008
THE END ENFIM

Uma dor lancinante
cortando a carne
reprisando cenas,
definitivamente,
caminhando para o fim,
"the end" enfim.
As mesmas canções
repetidas
milhões de vezes
acalmando lembranças,
acentuando dores.
No ar
o som da voz
na boca
o sabor do beijo
nos olhos
o sorriso derradeiro
na alma
uma grande saudade.
Chl
Jan/2008
cortando a carne
reprisando cenas,
definitivamente,
caminhando para o fim,
"the end" enfim.
As mesmas canções
repetidas
milhões de vezes
acalmando lembranças,
acentuando dores.
No ar
o som da voz
na boca
o sabor do beijo
nos olhos
o sorriso derradeiro
na alma
uma grande saudade.
Chl
Jan/2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
NATUREZA
quarta-feira, janeiro 02, 2008
segunda-feira, dezembro 31, 2007
FELIZ 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
OBRIGADO,ADEUS.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
VERMELHO 27

Vermelho 27
perdeu!
Deu preto
perdeu!
Deu preto
cor de despedida
jogada de adeus,
dúzias de rosas
vermelhas
de réquiem.
Data trocada
desejo perdido
na roleta da vida
o mundo é um moinho.
Recados musicais
entendidos
assimilados
compreendidos
aceitados.
Vinte e sete
foi o erro
do desejo
que ficou
para sempre
na lembrança.
Chl
Dez/2007.
jogada de adeus,
dúzias de rosas
vermelhas
de réquiem.
Data trocada
desejo perdido
na roleta da vida
o mundo é um moinho.
Recados musicais
entendidos
assimilados
compreendidos
aceitados.
Vinte e sete
foi o erro
do desejo
que ficou
para sempre
na lembrança.
Chl
Dez/2007.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
FLOR RENASCENDO
terça-feira, dezembro 18, 2007
O ROSTO

O rosto entre as mãos
como uma relíquia,
está esmaecendo
como uma fotografia antiga,
amarelando
sumindo devagar.
Os pontos negros
dos olhos,
virando cinza,
está esmaecendo
como uma fotografia antiga,
amarelando
sumindo devagar.
Os pontos negros
dos olhos,
virando cinza,
desaparecendo.
Chl
Dez/2007
Chl
Dez/2007
TURBILHÃO DE PALAVRAS
domingo, dezembro 16, 2007
FELICIDADE CHEGANDO

Linda manhã de sol
bentevis e rolinhas
cantam na pitombeira
o rouxinol voltou pro abacateiro
a lavadeira pulula nas águas da piscina.
bentevis e rolinhas
cantam na pitombeira
o rouxinol voltou pro abacateiro
a lavadeira pulula nas águas da piscina.
O pau brasil, abriu suas flores amarelas
crisântemos e orquídeas
disputam a beleza com as rosas
e exalam perfumes dos deuses.
crisântemos e orquídeas
disputam a beleza com as rosas
e exalam perfumes dos deuses.
Tudo parece,a felicidade
chegando.
chegando.
Chl
Dez/2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
CHUVA NO TELHADO
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