A armadilha do amor
exigiu a decisão
o êxtase profundo da alma
as agruras do coração
mas, quando do sonho acordou
prevaleceu a razão.
A garrafa está vazia
na mesa, apenas a rolha
as palavras surgem ao vento
voando como uma folha
aclarou-se, bateu na face
precipitando a escolha.
A língua torpe, afiada
a rebeldia de criança
apaga todas as juras
coisa bela, quase mansa
e o bandolim em agonia
não passa de uma lembrança.
Chl.
Nov/2007