sábado, janeiro 30, 2010

SINAIS


Dom Quixote
enfrenta moinhos de vento
gigantes
sempre ao lado do escudeiro fiel
Sancho.
Busca sinais
em suas alucinações.
Borboletas
esvoaçantes,
anjos sentados
como meninos,
como um corpo
de sonhos
iluminados
por estrelas azuis.
O cavaleiro
em seus delírios
leva Sancho
ao devaneio
como sinais
de sonhos
alucinados.
Chl
Jan/2010

MÚSICA NO AR ll


Como uma batida
na cabeça
Toc..toc..
lembranças
querendo fugir
o coração
não deixa.
A música no ar,
ressaca,
poema e inspiração
deixo escorrer
no papel.
Aqui estou.
Chl
Jan/2010

domingo, outubro 25, 2009

VINHO E UVA



Uma garrafa de vinho
complemento de uvas
verdes
pretas
saborosas
dvd de Roberto Carlos
lembranças da guarda,
jovem
continuando vivo,
na guarda
velha.
Quem me dera que a vida
fosse feita de ilusões
mas,
é preciso saber viver...
Mais uma taça
uvas bamboleantes
são emoções
até amanhã de manhã,
como é grande
o meu amor
por você.
Chl
Out/2009

quarta-feira, outubro 07, 2009

PALADAR VIRTUAL

Sabores
múltiplos
imeios
diversos
todo
amor
com
sabor
de
vinho
cenário
estampado
em
rótulo
doce
como
cereja
maduro
como
tempo.
Chl
Out/2009

sexta-feira, setembro 25, 2009

DIVAGANDO


Tentando
ver uma forma
divagando
sobre maneiras
busco um poema.
Rebuscando
passados
revivendo
passagens
vejo um recanto.
Palavras
vestidas
letras
em rascunhos
versos
em mim.
Chl
Set/2009

sábado, setembro 19, 2009

CONFISSÕES


Não posso ouvir
uma música
decente
Não posso ver
um olhar
contundente
Não posso sentir
um perfume
latente.
Nem posso olhar
malas vermelhas
na esteira do aeroporto.
Deixo-me transportar
pro máximo
desejo sempre
tudo
ou quase tudo
mas, fico.
Chl
Set/2009

quarta-feira, maio 06, 2009

ACENDENDO FAROIS

Alegria
momentânea
abateu-se
sobre mim.
Comunicação
longínqua
acende faróis,
tentando enxergar
distâncias.
Corpo vibra
exultando prazer,
alma sorri
sonhando amor
até cansar.
Chl
Mai/2009

quinta-feira, março 26, 2009

ENIGMA

Ele te encontrou
na linguagem tímida
das iniciais
na simbologia
da comunicação
de sempre....
...................
Te encontrou
mas, não te viu
te enxergou
na mente,
na letra
da canção encomendada
no som
do bolero antigo
no desejo
do enigma eterno.
Chl
Mar/2009

quarta-feira, março 11, 2009

FOTOGRAFIA

Foto de Hugo Macedo

A fotografia
É um poema calado
É um verso mostrado
Num instante clicado
De pura magia.
Chl.


Mar/2009

terça-feira, dezembro 23, 2008

MATA BORRÃO

Revirando rascunhos
de anotações antigas
amassando papéis
jogando na lixeira
tento interpretar
as músicas,
lembrando uma especial:
O último telefonema.
Como tinta fresca
de caneta antiga
tentando enxugar
com mata borrão.
Como uma gangorra
pra lá e pra cá
secando a tinta
que não desaparece
e ainda gruda
na haste
das lembranças eternas
e ficam escritas,
mais claras,
mais firmes,
no caderno da vida.
Chl
Dez/2008

sexta-feira, novembro 21, 2008

PEDACINHOS DO CÉU

O dedilhado macio
faz vibrar o pinho
do pequeno cavaquinho.
A música,
É verdadeira poesia,
“pedacinhos do céu”
são retratados
tão simples
tão belo
que faz a gente sentir
a dorzinha da saudade.
Chl
Abr/1971

quinta-feira, novembro 20, 2008

PEDAÇO DE LUA


Um pedaço de lua
uma meia lua
um quarto de lua
um belo luar
e uma lua de mel.
Todo amor ao luar
o perfume das flores,
seus lindos seios
beijei em sonho,
felicidade e doçura
era tudo,
lindo demais,
para ser realidade.
Chl
Out/1970

sábado, setembro 27, 2008

A AURA BRANCA


A aura branca
encobria
o deslizar da pena.
As palavras
fluíam,
com a leveza do ser,
-descreviam-
com vagar,
a angústia
do amor.
Chl
Set/2008

segunda-feira, setembro 08, 2008

QUANDO SETEMBRO VIER

No ocaso
de agosto
limiar
de setembro,
decidiu
emancipar-se
escusas
(in)conscientes
grito de guerra
“independência ou morte”.
agora só falta
abolir
a própria escravidão.
Chl
Set/2008


O ALEIJADO


Um negro “cocho
empregado do médico
andando “capenga”
vassoura na mão
veneno na outra
matando mosquito
dentro da poça.
O velho capenga
vai capengando
caduco ficando
vendo a vida passar.
Vê o mundo sem nada fazer
aceita tudo, sem nada dizer
o negro cocho morreu sem falar.
Chl
Set/1970

sábado, setembro 06, 2008

MAGIA


Não sei porque existe
tanta magia
inexplicável na carne,
que a mente
não consegue dominar.
A cabeça as vezes,
tenta se impor
inadvertidamente,
sem saber
que na realidade
o amor existe
nos dedos,
nas mãos,
nos olhos,
nos pés,
nos cabelos,
no sexo,
no simples olhar.
Chl.

Set/2008

sexta-feira, setembro 05, 2008

GOIABEIRA

Subi na árvore
na goiabeira
fiquei perto do céu,
lá de cima
vi meu amor
estava linda
eu fitava
meu coração sorria
meus olhos vibravam
com aquela imagem,
eu estava feliz
era o meu amor;
colhi um fruta
e em suas mãos
entreguei, com a fruta,
a minha vida.
Chl
Mai/1970


21 ANOS(15/05/1970)


Adeus infância
traquinas e bela
parto saudoso
lembrando de ti;
a adolescência
trouxe-me à maioridade.
Onde estás
grupo escolar
as brincadeiras de roda
minha petiz namorada
a florzinha que plantei
no meu pequeno jardim.
Onde estás
minha meninice?
Os vinte e um anos chegaram
sou um homem
de coração infantil
sou uma criança
com idade de homem.
Adeus infância querida
de saudosa memória
deixo a meninice
para arcar
com o peso da responsabilidade,
sou um homem !
Chl
Mai/1970

sábado, agosto 30, 2008

ALEGRIA SÚBITA


Uma alegria súbita
invadiu meu ser
minh’alma sorria
meu coração,
do seu âmago,
irradiava felicidade
é o amor.
Ansioso corri
fui ver a lua
que prateada,
sorria para mim,
corri, corri mais
tropecei numa flor
que com o impacto
chorou
e por vingança,
seu espinho
me feriu.
Fiquei triste
de remorso chorei
tomei a flor
nas mãos
e beijando-a
pedi perdão.....
.............................
Eu amo a rosa.
Chl
Abr/1970

quinta-feira, agosto 28, 2008

ÓBICE

Que
a sequência material
da vida
não seja
a óbice de
um sonho pueril
mas,
a afirmação plausível
de uma ocorrência
sublime............
“A união de dois seres
Que se amam”
Chl
Abr/1970