sexta-feira, fevereiro 29, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
FLOR
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
O CHEIRO DO LENÇO
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
ESPINHO
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
CHAGAS JR.

Dentro de mim
algo incomoda
não sei se angústia
medo
raiva
decepção
ódio,amor
enfim,
não existe paz interior
mas,
interiormente
eu brigo por ela.
Na fresta da porta
olho para a rede
que se move
se mexe, se balança
dentro dela
dois olhos cinzas
quase castanhos
me fitam
com ansiedade
e eu me atiro
em seus braços.
O seu cheiro de criança
o seu soriso de filho
traziam para mim
ainda que por um instante,
a paz que eu precisava.
Eu sentia amor
interiormente
sentia paz
não sei se trazida
por tanto amor
ou pelo dever de ser pai.
Descobri
para mim mesmo:
"O sorriso de Junoca
me faz feliz".
Chl
Set/1978
algo incomoda
não sei se angústia
medo
raiva
decepção
ódio,amor
enfim,
não existe paz interior
mas,
interiormente
eu brigo por ela.
Na fresta da porta
olho para a rede
que se move
se mexe, se balança
dentro dela
dois olhos cinzas
quase castanhos
me fitam
com ansiedade
e eu me atiro
em seus braços.
O seu cheiro de criança
o seu soriso de filho
traziam para mim
ainda que por um instante,
a paz que eu precisava.
Eu sentia amor
interiormente
sentia paz
não sei se trazida
por tanto amor
ou pelo dever de ser pai.
Descobri
para mim mesmo:
"O sorriso de Junoca
me faz feliz".
Chl
Set/1978
sábado, fevereiro 09, 2008
BREVE,PERMANENTE
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
MÚSICA NO AR
Música no arfios do teu cabelo
pelo chão.
Uma angústia boa,
saudades de ajoelhar-se
na missa matinal,
pela TV.
Lembranças da risada
desatada
do espelho no teto
corpos nus
e renda na "langerie",
da raiva passageira
quase fingida.
A chuva inunda o quarto
ou é água do ar condicionado
que ligado, avisa:
A felicidade voltou.
Chl
Jan/1993
UVA
segunda-feira, janeiro 28, 2008
BARCO À DERIVA

A amarra partiu
soltou a âncora
distanciou-se do cais.
No rádio
a luzinha vermelha
pisca,
como um tensiômetro
medindo batidas
do coração,
o microfone está mudo.
O tripulante
olha no horizonte,
consulta a bússola
procurando rumo,
vislumbra
a imensidão do mar
tentando encontrar
outro barco
perdido.
Chl
Jan/2008
soltou a âncora
distanciou-se do cais.
No rádio
a luzinha vermelha
pisca,
como um tensiômetro
medindo batidas
do coração,
o microfone está mudo.
O tripulante
olha no horizonte,
consulta a bússola
procurando rumo,
vislumbra
a imensidão do mar
tentando encontrar
outro barco
perdido.
Chl
Jan/2008
sábado, janeiro 26, 2008
BANDA DA RIBEIRA

A banda tocava frevo
as pessoas dançavam
cantavam
bebiam
fumavam.
Através das espirais
da fumaça do charuto
eu espreitava:
Casais apaixonados
se beijando
Cabelos presos
incomodando
beijo na face
arrebatando.
Para cumprir a palavra
dei minha camisa da banda
e Fia saiu desfilando
compromentendo meu cheiro
pela adjacência do Beco.
Chl
as pessoas dançavam
cantavam
bebiam
fumavam.
Através das espirais
da fumaça do charuto
eu espreitava:
Casais apaixonados
se beijando
Cabelos presos
incomodando
beijo na face
arrebatando.
Para cumprir a palavra
dei minha camisa da banda
e Fia saiu desfilando
compromentendo meu cheiro
pela adjacência do Beco.
Chl
Jan/2008
sexta-feira, janeiro 25, 2008
NOVOS BARES
Bar de Cristina.Fui à Santa Cruz hoje, tratar de assuntos pessoais. Matuto é assim, quando chove, corre pro campo pra ver a lavoura nascer. As vezes demoro meses sem ir lá, com o advento da internet, pago ao vaqueiro com tranferência bancária; pois bem, quando passava no bairro Paulo Afonso(subestação da CHESF),vizinho ao Paraíso, deparei-me com " A Mansão do Forró", um galpão de 6x4m, com cobertura de zinco, já imaginou? O melhor, por trás desta casa, tem "O Consulado da Cerveja".... êita gôta serena, Santa Cruz tá abafando.
Havia encomendado um cabrito, ao vaqueiro, pra comer um churrasco, e fui encontrá-lo no matadouro, que fica na rua do cabaré.
Enquanto esperava, fui tomar uma cerveja no "Eskular Bar" (é o fraco), da minha querida Cristina, filha de Chica bucetinha, rapariga das mais antigas do cabaré de Santa Cruz, que tolerou muito minhas cachaças, quando adolescente, nas primeiras investidas do mundo do sexo.
Cristina me deu um longo e afetuoso abraço e falou:
- Sente-se, que vou colocar sua cerveja, preparar um tira-gosto e fazer uma surpresa.
- Que surpresa ? Perguntei surpreso.
- Um DVD de Waldick Soriano, especialmente pra você, porque sei que você gosta.
Arrasou.
Voltando pra Natal, pra encurtar caminho, afim de chegar logo e colocar o bode no freezer, peguei a estrada dos Guarapes e na altura do bairro Felipe Camarão, vislumbrei uma placa enorme na beira da estrada: BAR DA FAVA. Enchi a boca d'água, deu vontade de tomar "uma de cana", mas, se eu paro o danado do bode tinha ficado logo lá.
Aproveito para convidar os amigos, Léo, Dunga, Karl, Alex e quem mais se habilitar, para conhecermos o Bar da Fava de Felipe Camarão. Enviarei um e-mail para Mané Fava, avisando o dia e convidando-o, para estar presente. Levarei comigo, Paulinho à Côres e Afrânio Amorim.
Chl
Jan/2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
VOLTEI
quarta-feira, janeiro 16, 2008
ESCRITA
terça-feira, janeiro 08, 2008
HOJE É TERÇA FEIRA
sexta-feira, janeiro 04, 2008
THE END ENFIM

Uma dor lancinante
cortando a carne
reprisando cenas,
definitivamente,
caminhando para o fim,
"the end" enfim.
As mesmas canções
repetidas
milhões de vezes
acalmando lembranças,
acentuando dores.
No ar
o som da voz
na boca
o sabor do beijo
nos olhos
o sorriso derradeiro
na alma
uma grande saudade.
Chl
Jan/2008
cortando a carne
reprisando cenas,
definitivamente,
caminhando para o fim,
"the end" enfim.
As mesmas canções
repetidas
milhões de vezes
acalmando lembranças,
acentuando dores.
No ar
o som da voz
na boca
o sabor do beijo
nos olhos
o sorriso derradeiro
na alma
uma grande saudade.
Chl
Jan/2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
NATUREZA
quarta-feira, janeiro 02, 2008
segunda-feira, dezembro 31, 2007
FELIZ 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
OBRIGADO,ADEUS.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
VERMELHO 27

Vermelho 27
perdeu!
Deu preto
perdeu!
Deu preto
cor de despedida
jogada de adeus,
dúzias de rosas
vermelhas
de réquiem.
Data trocada
desejo perdido
na roleta da vida
o mundo é um moinho.
Recados musicais
entendidos
assimilados
compreendidos
aceitados.
Vinte e sete
foi o erro
do desejo
que ficou
para sempre
na lembrança.
Chl
Dez/2007.
jogada de adeus,
dúzias de rosas
vermelhas
de réquiem.
Data trocada
desejo perdido
na roleta da vida
o mundo é um moinho.
Recados musicais
entendidos
assimilados
compreendidos
aceitados.
Vinte e sete
foi o erro
do desejo
que ficou
para sempre
na lembrança.
Chl
Dez/2007.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
FLOR RENASCENDO
terça-feira, dezembro 18, 2007
O ROSTO

O rosto entre as mãos
como uma relíquia,
está esmaecendo
como uma fotografia antiga,
amarelando
sumindo devagar.
Os pontos negros
dos olhos,
virando cinza,
está esmaecendo
como uma fotografia antiga,
amarelando
sumindo devagar.
Os pontos negros
dos olhos,
virando cinza,
desaparecendo.
Chl
Dez/2007
Chl
Dez/2007
TURBILHÃO DE PALAVRAS
domingo, dezembro 16, 2007
FELICIDADE CHEGANDO

Linda manhã de sol
bentevis e rolinhas
cantam na pitombeira
o rouxinol voltou pro abacateiro
a lavadeira pulula nas águas da piscina.
bentevis e rolinhas
cantam na pitombeira
o rouxinol voltou pro abacateiro
a lavadeira pulula nas águas da piscina.
O pau brasil, abriu suas flores amarelas
crisântemos e orquídeas
disputam a beleza com as rosas
e exalam perfumes dos deuses.
crisântemos e orquídeas
disputam a beleza com as rosas
e exalam perfumes dos deuses.
Tudo parece,a felicidade
chegando.
chegando.
Chl
Dez/2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
CHUVA NO TELHADO
sábado, dezembro 08, 2007
DORES
sexta-feira, dezembro 07, 2007
SAUDADE BOA
quinta-feira, dezembro 06, 2007
CONFLITO

A grandeza do homem
está no amor
na coragem de se doar,
as vezes, sacrificando sentimentos
ceifando momentos felizes
pela responsabilidade do futuro.
A fraqueza do homem
está no egoísmo
na insensatez de julgar
no desejo impuro de ofender
na insistência da incompreensão
no pecado da vingança.
Chl
Dez/2007
está no amor
na coragem de se doar,
as vezes, sacrificando sentimentos
ceifando momentos felizes
pela responsabilidade do futuro.
A fraqueza do homem
está no egoísmo
na insensatez de julgar
no desejo impuro de ofender
na insistência da incompreensão
no pecado da vingança.
Chl
Dez/2007
terça-feira, dezembro 04, 2007
ETERNO
sexta-feira, novembro 30, 2007
HOMEM DE GELO
quarta-feira, novembro 28, 2007
CIÚME
segunda-feira, novembro 26, 2007
FOTOSHOP
POR QUE ?

Por que partir
quando deve ficar
Por que não, sorrir
ao invés de chorar
Por que sofrer
quando se quer gozar
Por que se cala
quando deve falar.
No lugar da saudade
é melhor abraçar
No lugar da lembrança
é melhor se olhar
No lugar do adeus
é melhor se beijar.
Não vai esquecer
pois só quer se lembrar
Não vai ter rancor
pois só quer perdoar
Não quer tua vida
quer apenas te amar.
Chl
Nov/2007
quando deve ficar
Por que não, sorrir
ao invés de chorar
Por que sofrer
quando se quer gozar
Por que se cala
quando deve falar.
No lugar da saudade
é melhor abraçar
No lugar da lembrança
é melhor se olhar
No lugar do adeus
é melhor se beijar.
Não vai esquecer
pois só quer se lembrar
Não vai ter rancor
pois só quer perdoar
Não quer tua vida
quer apenas te amar.
Chl
Nov/2007
VOANDO

Olhos fechados pros sonhos
entre as nuvens
pálpebras arriadas
vislumbrando um rumo:
- Estou sem rumo !
Lágrimas em silêncio
molhando a face
com um soluço que incomoda
arde por dentro
apertando o peito:
- Deixe quieta !
A saudade clama
por esta lembrança
é a certeza lúcida
do amor verdadeiro:
- Obrigado por tudo !
Chl.
Brasilia-Natal
Nov/2007
entre as nuvens
pálpebras arriadas
vislumbrando um rumo:
- Estou sem rumo !
Lágrimas em silêncio
molhando a face
com um soluço que incomoda
arde por dentro
apertando o peito:
- Deixe quieta !
A saudade clama
por esta lembrança
é a certeza lúcida
do amor verdadeiro:
- Obrigado por tudo !
Chl.
Brasilia-Natal
Nov/2007
sábado, novembro 24, 2007
ESQUECIMENTO

Foi tão efemero
o que parecia eterno
sumiu da mente
sem emoção
o que parecia amor
foi uma ilusão.
Se apaga aos poucos
como caricatura
o sentimento intenso
era uma aventura.
O calor febril
só por um momento,
o que ficará "pra sempre"
é o esquecimento.
Chl
Brasilia - Nov/2007
o que parecia eterno
sumiu da mente
sem emoção
o que parecia amor
foi uma ilusão.
Se apaga aos poucos
como caricatura
o sentimento intenso
era uma aventura.
O calor febril
só por um momento,
o que ficará "pra sempre"
é o esquecimento.
Chl
Brasilia - Nov/2007
terça-feira, novembro 20, 2007
A ROSA QUADRADA

No fundo do calabouço
No âmago da prisão
Entre estupros, torturas
Saudades, melancolia
Alienação,
Um profundo
Sentimento de liberdade.
No meio da luta
Pelos direitos,
Na busca
Das igualdades,
Uma grade de ferro
De onde se espreita
Ao longe, no campo
Uma rosa quadrada.
Um dia
A porta se abre
E a relva e o asfalto
Levam até a rosa
Que ainda está viva.
A grade quadrada
É a grande esperança
E a rosa viçosa
A própria vida.
Chl.
Abr/1980
segunda-feira, novembro 19, 2007
DECISÃO

A armadilha do amor
exigiu a decisão
o êxtase profundo da alma
as agruras do coração
mas, quando do sonho acordou
prevaleceu a razão.
A garrafa está vazia
na mesa, apenas a rolha
as palavras surgem ao vento
voando como uma folha
aclarou-se, bateu na face
precipitando a escolha.
A língua torpe, afiada
a rebeldia de criança
apaga todas as juras
coisa bela, quase mansa
e o bandolim em agonia
não passa de uma lembrança.
Chl.
Nov/2007
exigiu a decisão
o êxtase profundo da alma
as agruras do coração
mas, quando do sonho acordou
prevaleceu a razão.
A garrafa está vazia
na mesa, apenas a rolha
as palavras surgem ao vento
voando como uma folha
aclarou-se, bateu na face
precipitando a escolha.
A língua torpe, afiada
a rebeldia de criança
apaga todas as juras
coisa bela, quase mansa
e o bandolim em agonia
não passa de uma lembrança.
Chl.
Nov/2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
quinta-feira, novembro 15, 2007
VIOLINOS MÁGICOS
Teria me embalado
de sonhos de amor
se tivesse escutado
os violinos mágicos
antes de dormir.
Acordado
ouço agora
adormeço nos sonhos
me embalo
no teu amor.
Meu peito arde
meu coração aperta
minha alma chora,
de saudades de ti.
Chl.
Nov/2007
segunda-feira, novembro 12, 2007
terça-feira, novembro 06, 2007
terça-feira, outubro 30, 2007
A BOMBA DE EFEITO MORAL
Foto de Oswaldo RibeiroSexta feira, dia de chorinho no Beco, cheguei por volta das 19:00 hs e dirigi-me para a tradicional "mesa de pista" do Bar de Nazaré.
Fui recebido efusivamente pelo meu amigo Léo Sodré, que ao levantar-se da mesa, derrubou o copo de Montolla e num arremate ligeiro disparou:
- Foi Lula Augusto.
Lula estava sentado do outro lado da mesa, muito longe do copo, mesmo assim retirou os óculos escuros e franziu o cenho para Léo, que se abriu numa grande risada e falou:
-To brincando viu!
Em seguida chegou Orf e sentou-se na ponta da mesa, retirou sua Sony fininha e começou a disparar fotos com o braço estirado, que só Deus sabe como ele acerta o foco.
Pedi a Tatiana uma dose dupla de vodka e um saquinho de amendoim, imediatamente Léo levantou a mão em concha, com os dedos apontados pra mesa, pra abocanhar os amendoins e tirar o gosto da dose de montilla. Neste momento Tásia que atendia o seu celular azul, falando com o namorado, sentiu o cheiro de sururu queimado e correu pra cozinha, deixando o fone pendurado balançando e os gritos de alô, alô...
Convidei uns amigos, para prestigiar o chorinho, entre eles Junior Protege, que na época do Resenha, nós o apresentamos a muita gente como sendo Cloe. Quando Hugo Macedo foi apresentado, estranhou:
-Vige, pensei que Cloe fosse viado, mas é esse bichão aí?
Depois de muito papo, pedi pra Junior me dar uma carona. Dunga havia chegado e estava sentado na mesa tomando cerveja. Pedi que ele levasse Léo pra casa, que já estava sem se segurar em pé, depois de uma enxurrada de rom montilla.
Pagamos a conta e fui com Junior para o carro estacionado na Vigário Bartolomeu. Quando abri a porta para entrar, ouvi a voz:
-Também vou.
Olhei, era Léo, que chegou correndo e costurando a calçada. Abri a porta traseira para ele e sentei na frente.
Quando chegamos na Prudente de Morais, perguntei:
- Léo, você vai pra casa de Mércia? Ele respondeu:- No estado que estou só dá pra dormir na casa de mamãe.
Junior, que sabe onde é a casa, tocou pra lá, quando de repente, ouvi o ruflar do vento adentrando ao carro e percebi que os vidros elétricos desciam rapidamente, olhei para ele e percebi que dirigia só com uma mão, a outra tapava o nariz e eu ainda inebriado pela vodka, tardiamente, senti um fedor terrível invadindo minhas narinas. Olhei para trás, pra ver se Léo ainda estava vivo e ele com o sorriso maroto, perguntou:
- Já estamos perto? Estamos chegando, respondi.
Junior acelerou o carro e o vento forte conseguiu amenizar o cheiro, quando os vidros começaram a subir, sinalizando que a situação estava normalizada.
De repente, veio à lembrança das passeatas estudantis de 1968, quando eu era estudante em São Paulo, um terrível vapor de bomba de efeito moral, temperada com carbureto, fez Junior imediatamente abaixar os quatro vidros de uma vez e já sem segurar no volante, pois estava com as duas mãos no nariz, por entre os dedos, perguntar ao chegar na casa de Léo:
-Vamos deixá-lo aqui? Claro, respondi, aqui é a casa dele, por que?
- Porque eu acho que ele tá todo cagado.
Chl
Out/2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
TERCEIRA VIA
Em meados de Janeiro próximo passado, aconteceu um evento na Câmara dos Vereadores de Natal, para discutir formas ideológicas do pensamento político. Divisões entre esquerda e direita e outros significados ideológicos remanescentes da revolução francesa.
A mesa era presidida pelo vereador Junior Rodovia e tendo como debatedores, os intelectuais Adenubio Melro e Dickson Massa.
Em meio à discussão,apartes, insinuações, dança de cadeiras - vereadores mudavam das cadeiras da esquerda para a direita, de acordo com a vantagem de cada lado no debate -momentos de tensão, tiradas de alto teor ideológico e grandes opiniões de ciência política.
Neste ínterim, entra Severina a "Imperatriz do Brasil", querendo opinar, dizendo-se a favor da Monarquia e ela assumindo imediatamente o poder. Formou-se um grande bafafá; foi então que chamaram Léo Sodré,para retirá-la do plenário. Leonardo com muito jeito e afago, entre um abraço e um cheiro em Severina, conseguiu convencê-la a sair do recinto, dando-lhe uma cochichada no ouvido.
O debate continua acalorado, com Junior aos berros dizendo que todos os transportes populares deveriam andar apenas pela esquerda das pistas de rolamento, sem se incomodar com mão ou contra mão, uma vez que transporte do povo e para o povo têm prioridade.
Foi aí que, para surpresa geral da platéia, entra uma senhora idosa, dizendo-se viúva de um ex-vereador, aos berros, falando que os vereadores do Natal, deveriam se preocupar com o serviço prestado à população e não com debates políticos estéreis. Serviço público, gritava a inteligente senhora,como o pagamento digno e em dia da pensão das viúvas dos ex-vereadores, onde ela era uma das vítimas.
Nesse interregno, chamam novamente Léo Sodré, para solucionar o caso. Mais uma vez, Leonardo com seu jeito manso, com afagos,com cheiros, sem antes, dar uma cochichada no ouvido da senhora, consegue retirá-la do recinto.
Retornando já exausto e de saco cheio dessas missões geriátricas, Léo se depara com Paulão da TV Câmara, ao lado do seu parceiro de programa, Ted Boy Marino, com um microfone na mão e um jovem com uma câmera no ombro apontada para ele, dispara:
- Léo , o que você acha da Terceira Via?
Léo, puto da vida, olha para Paulão de baixo pra cima e responde:
- Eu quero lá saber de porra de terceira via, eu vou procurar a terceira véia, porque com essa duas eu me reiei.
Chl
Out/2007
domingo, outubro 21, 2007
sábado, setembro 29, 2007
quinta-feira, agosto 30, 2007
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